não há amor
sem dor
dor
da vida
dor de ver-se
dor de olhar-te
em mim
e ver-me
impotente
nu
diante
do meu caos
não há amor
não há
a leveza de abril
todas as minhas
buscas
vêm à tona
fico à flor da pele
faço planos
e me refaço
fica tudo
tão nítido
como é fácil
e simples
ser feliz.
sei que o descompasso
minha lucidez e meu caos
minha alma faminta
alimento
a conta-gotas
o que seria
de mim
se a felicidade
já tivesse
enfim...
o caos
tua língua
dissipa
em palavras
meu gozo
e teu gozo
inundam
o caos
que tua
língua
dissipa
em palavras...
11 de abril
é outono
em mim
tuas mãos
me tocam
com a fome
da alma
e eu brindo
mais uma vez
tua ausência
23:54 do dia 10/04/2014
hoje eu li
sobre o amor
o amor real
esse que dói
que explode
que molha
e lambe
mas
que chora
e desespera
li sobre o amor
que ainda
não conheci
amor de poesia
de risada leve
e gargalhadas
em gozo
amor
que se espera
a vida inteira
ah não me digam
o que fazer
a porrada
foi eu mesma
que me dei